quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Quero, desejo, sonho com a mudança

Sento-me à secretária e ponho a mão nas minhas memórias.

Por vezes, tenho saudades da minha infância, da vida simples de uma criança. Enquanto crescemos não nos preocupamos com o que o futuro nos reserva. Vivemos simplesmente. Brincamos sem pensar. E o tempo voa, corre, foge. E um dia acordamos e olhamos para trás e apenas um sentimento nítido enrolado em vários ilegíveis se sobressai naquele vasto remoinho: saudade. E com ela a tristeza vem.

A infância já passou e a adolescência está à porta, com um pé dentro e outro fora. E, ao mínimo descuido, ela vai sem dar conta. Esta ideia assusta-me mas a vida é assim, uma constante mudança.

E eu quero, desejo, sonho com a mudança. Quero conhecer tudo, aproveitar cada oportunidade, viver intensamente, mas acima de tudo, crescer como pessoa. Mas isso não significa que não tenha crescido. Significa que preciso de enfrentar novos desafios, reagir de diferentes formas e ser capaz de encará-los com outro olhar.

O Secundário, cheio de recordações, está agora para lá das colinas e a Universidade espreita pela janela entreaberta, que depressa refresca o lar da minha alma, sedenta de alegria.

Levanto-me da cadeira e vejo a lua lá no alto a brilhar. Tal como ela, um dia também vou brilhar de felicidade, de ter conseguido tudo o que sempre desejei, de ter vivido intensamente tudo o que sempre quis, bem lá no alto.

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